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  • Norman Arruda Filho

Temos uma só terra - em estado de emergência


Imagem: Divulgação ONU Brasil

Há 50 anos ocorria a primeira reunião de líderes de estado, promovida pela Organização das Nações Unidas (ONU), para o debate sobre as questões ambientais. Embora tenhamos avançado muito no desenvolvimento de conceitos e agendas, estamos longe de conseguir proteger o planeta.


O tema do Dia do Meio Ambiente deste ano é “Somente uma terra”, o que pode ser traduzido como mais um clamor para a conscientização mundial. Segundo a ONU, quase metade da humanidade já está na zona de perigo climático – isso quer dizer que possuem 15 vezes mais probabilidade de morrer por impactos climáticos, como calor extremo, inundações e secas. Além disso mais de 200 milhões de pessoas a cada ano podem ser deslocadas por perturbações climáticas até 2050. Isso que mencionei apenas a questão climática, sequer falamos das crises de saúde e econômicas que se formarão como resultado dos desastres ambientais.


Na mensagem do secretário geral das Nações Unidas, António Guterres, “todos devemos assumir a responsabilidade de evitar a catástrofe causada pela tripla crise de mudança climática, poluição e perda de biodiversidade”. Os próximos anos serão decisivos. O despertar para a emergência climática já ocorreu, o que nos falta são ações estratégicas, coordenadas e globais.


Na Educação, após ter acompanhado nessa semana o Global Fórum do PRME e a Cúpula de Líderes do Pacto Global, vejo o quão necessário foi o trabalho desenvolvido nas últimas décadas para a formação das lideranças. O avanço dos diálogos, o amadurecimento das estratégias e o comprometimento público e privado são resultados de um trabalho que começou há muito. Hoje vejo o entendimento que a governança e sustentabilidade, devem sempre andar de mãos dadas.


Porém, temos muito o que caminhar e os nossos passos devem ser apressados. Precisamos de mais instituições de ensino engajadas na formação executiva responsável, precisamos de eleitores alertas para a escolha de candidatos que se comprometam com as causas ambientais e de consumidores que sejam seletivos ao escolherem empresas e que repensem o modo de consumo atual.


Temos apenas uma terra, devemos nos unir e lutar para mantê-la saudável.

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